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era esse o intuito. vomitar aquilo que, por dentro, está fazendo mal. não vai ficar bonito, mas vamos lá, em favor da saúde. é isso mesmo, oras. a beleza às vezes é triste, e, quando a dor é muito grande, não há beleza que agüente. mágoa não tem beleza nenhuma; vergonha também não. é por isso que eu uso a palavra vomitar. a gente não pode só plantar beleza e inspiração, quando trazemos os bolsos carregados de pedras. que pesam. que nos impedem de andar. vamos lá, então. em favor da ortopedia.
injustiças acontecem, sim. e eu não sei porque raios 20 anos de um preso inocente não podem ser devolvidos. resta-nos lembrar do sermão da montanha. bem-aventurados…
Amém. Mas minha alma pequena e mesquinha não consegue guardar todas as expectativas para o lado de lá. A sua consegue? Eu quero crer que aqui também pode haver justiça. e deve haver, sim. ora, veja bem: em pequenas coisas, o mundo está cheio de sincronicidade. se você convence no papel que lhe deram, não necessariamente está encenando. ninguém quer ser preso injustamente, ou acusado sem direito à defesa. Mas aqui, também, é possível haver bem-aventurança. Bem aventurados os que chegam por último, porque riem melhor. Assim espero.
e tenho medo de que não haja mais espaço para sorrir quando chegar a hora. as mágoas são ervas daninhas que contaminam o que há em volta. ah, quisera eu plantar apenas beleza no mundo!